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março 08, 2011

Parece que agora o ano vai iniciar...

Até parece um clichê, escrever um post falando sobre o carnaval, principalmente para aqueles que criticam, que é o que pretendo com esta reflexão. Na verdade não se trata de uma crítica, pela crítica, de um sujeito que não sabe sambar e nem sente nenhum prazer em correr por um salão de forma desvairada, como nos bailes de carnaval, trata-se apenas de algumas palavras e sugestões.

Não raramente, ouvem-se comentários na fila do banco, da padaria, enfim, onde duas ou mais pessoas se encontram numa situação não programada, comentários sobre o tempo, mas em época de carnaval, feriado, surge a ideia, "bem, pelo jeito agora o ano inicia". Aliás quando se recebe o calendário do ano vindouro, o qual marca o "feriado" já comentamos que o país vai andar depois do carnaval, e o pior é que é isso que se percebe. deixa-se muitas coisas para depois do carnaval. E por que?

É uma festa típica do Brasil, para poder vender suas mulatas e a cerveja, já que alguns craques do futebol tem se aposentado! Mas daí a parar um país é complicado! Aliás quando alguém trabalha nesta época, já é visto com cara feia. Minha ideia era propor uma data fixa para o carnaval poderia ser no dia 02 de janeiro, assim, juntava tudo e o ano iniciava bem com aproximadamente 11 meses de dedicação.
Mas, se você leu até aqui deve estar pensando, isso é loucura, para que um festa tão linda deixar de ter seu brilho, uma vez que mal vão ter se apagado os fogos de copacabana! Calma, é a penas uma ideia!

Observava o carnaval de 2011 e pensei algo que me remete à corte de Portugal. A festa de hoje, apenas travestida de lenços, panos, e materiais modernos, guarda uma essência do Brasil colônia, basta ver que aos ricos os camorotes ou televisores de plasma para ver o desfile daqueles que mal alimentam-se para poder comprar a fantasia e estravazar na avenida. Outros poucos ricos, saem como destaques nas escolas, nada tem de identificação com a comunidade, apenas emprestam seu nome ou imagem para a escola arrecadar uma grana, ter uma imagem. Ah! e tem aquelas pessoas que se intitulam artistas que passam o ano falando da preparação para o carnaval.

Bem, este texto, ainda que mal redigido, sem muito sentido, quer apenas marcar uma visão contrário a massificação dos significados e sentidos que são jogados para que pensemos todos de maneira muito igual.

Abraços...

setembro 13, 2010

Sobre a Identidade

     Quem és, quem sou? Todos fazemos estas perguntas várias vezes durante a nossa existência. E quais as repostas a que chegamos, ou melhor, como chegamos a resposta a esta pergunta, que aparenta ser tão simples, mas guarda em si uma complexidade importante, como nos mostra o Psicólogo brasileiro Ciampa (2001).
    A resposta a estas perguntas dizem respeito a nossa identidade, que vai se formando antes mesmo de existirmos no mundo, quando nossos pais, ao pensarem nosso nome, nos vão fundando, entretanto tal identidade só é efetivada com o nascimento, e com o nosso nascimento fundam-se outras identidades, como a de pai e mãe, daqueles que nos geraram, que necessariamente deixam de ser filhos para serem pais, ao mesmo tempo em que continuam a ser filhos. Assim a resposta a pergunta de quem somos, ou as respostas, referem-se a um conjunto de representações que respondem a esta pergunta. Voltando ao nosso nome, ao mesmo tempo que ele nos diferencia, o sobrenome nos iguala aos demais familiares, assim, o processo identificatório é um continuo diferenciar-igualar.
    Mas a final, como se constitui a identidade? Como referido acima, trata-se de um fenômeno biológico-social. Biológico, porque ela necessita de um corpo físico para existir, entretanto tal fato não é suficiente para garantir a identidade, pois ela trata-se de um fenômeno que se constitui na relação deste organismo com os demais (com seus pais, antes mesmo do nascimento, que vão fundando física e socialmente o filho) e é justamente na existência social, na experiência relacional que um conjunto de representações de mim vão sendo forjadas ou formadas, garantindo a minha existência. Dito de outra maneira, é no exercício dos papéis, ou de meus nomes (substantivos) que minha identidade existe.
     Se preciso de um corpo físico para que a identidade possa habitar, e de um espaço social para que possa acontecer, estamos admitindo que para que possamos entendê-la, reconhecê-la é fundamental compreender não só as leis orgânicas (físicas) de sua constituição, mas principalmente do momento histórico-social que nossas identidades vão sendo forjadas, o que de acordo com Jacques (1998) significa reconhecer que as possibilidades ou impossibilidades de ser o que se é em determinado tempo e espaço , são decorrências do contexto histórico e social em que se vive. Por conseguinte, como assumimos que é produtor e produto do contexto que experiencia, é produto e produtor de sua identidade, nas palavras da autora supracitada "personagem de uma história que ele mesmo constrói e que por sua vez o vai constituindo" (p.163).
    Portanto para compreender a identidade é necessário reconhecer a sua fluidez, ou seja, a sua necessária "metamorfose" como refere Ciampa (2001). Reconhece-se que a identidade é um processo que sofre mudança constante, com a emergência de novas representações de mim mesmo em mim mesmo. Da mesma forma, necessitamos aceitar a dicotomia igualdade-diferença, ou seja, o sujeito é o único e ao mesmo tempo pode ser mais um de um mesmo grupo. Também necessita a articulação "caótica" de uma conjuntura que é individual, mas social ao mesmo tempo; possui uma estabilidade e ao mesmo tempo apresenta-se em constante transformação; refere-se a igualdade e à diferença, na sua unicidade e na sua totalidade (filho/filho-pai-marido-professor-etc). Isso significa aceitar o fato de que sou mais que o nome, mas o exercício dele.
    Para finalizar recorro às palavras de Jacques (1998, p.165) "a identidade é aprendida, através da representação de si em resposta a pergunta 'quem és'. Esta representação não é uma simples duplicação mental ou simbólica da identidade, mas é resultado de uma articulação entre a identidade pressuposta (derivada do papel social), da ação da ação do indivíduo e das relações nas quais está envolvido concretamente".

Abraços, Felipe

setembro 12, 2010

(Re)flexões

   Nas horas em que o sono foge, aparecem os lampejos de uma mente que luta para pensar, para refletir sobre a vida e a experiência. E nestas horas em que o silêncio e a escuridão da noite fecundam o exercício filosófico,  fico a devanear sobre o mundo, as coisas, os homens, as vidas.
   A cada dia que passa vamos assistindo a uma perda gradativa, por vezes nada lenta, da capacidade que nos diferencia dos demais animais que é a capacidade de pensar, parece que pensar está faatigando, cansando, exaurindo o pensante, de tal forma que se quer ele se arrisca a pensar. Simplesmente produz, copia, imita, não flexiona, não pensa, não cria, nas palavras de Pucci, "não fala com a própria boca e pensa com a própria cabeça", ação esta que tem se tornado escassa. Quando aparece é marcada até como loucura, ou alta prosopopéia.
   Mas o que pode estar fundando este sujeito novo, "moderno", pós-moderno, contemporâneo, líquido, enfim que nem tem nome definido ainda? será que já temos respostas para esta pergunta? De onde podemos pensar? Podemos imaginá-lo fruto de um sistema, mas seria simplista demais, podemos pensar que é a marca da égide do ter, e não do ser, do consumo, do hedonismo, da farsa da felicidade anunciada, prometida e que nunca se efetiva. Mas estas explicações não mudam os fatos, talvez servem para que possamos compreender, ou tentar explicar as mudanças, ou a forma como o Homo liquodernus, está constituido.
   É na realidade que podemos entender, criticar, agir, pensar. Esta última, como a ação que está sendo apagada das características filogenéticas humanas.

Abraços

agosto 15, 2010

Dilma, Serra ou Marina?

Olá Pessoal!

O dia da escolha está chegando. E quem vamos eleger para governar o país?
Continuar com a dinâmica do governo Lula, retornar à dinâmica do PSDB já conhecida com o trabalho realizado pelo FHC, ou inovar com uma proposta sustentável de Marina e o PV?

Não tenho uma resposta para este questionamento, mas tenho ouvido a Marina Silva e seu discurso tem me agradado muito, pela coerência, história, propostas...

Veja mais em - Marina Silva

agosto 01, 2010

A perda do humano

Nos últimos tempos, e quando refiro últimos penso um tempo suficiente, porém não tão longo do ponto de vista histórico, ou cronológico. Um tempo necessário para a constituição dos sujeitos tal como têm se mostrado. Mas como é esse sujeito ou são esses sujeitos?
 
É ao longo da história que fomos assistindo o ser humano se transformar ou transmutar para um outro ser. Um ser que tem a sua frente um panfleto de anúncio de produtos para serem consumidos, por um alguém que não possui nenhuma possibilidade de desejo autêntico, apenas desejo desejado pelo anúncio que normatiza o desejante, tornando-o um ser objeto, alvo.
 
Na pressão do anúncio, e do desejo introjetado o ser faz um esforço além do humano para conquistar ou viver o desejo-anúncio. Ao lado seguem as notícias dizendo este mesmo ser deve viver-prazer, ser-prazer, onde não há lugar para o sofrimento, a dor ou simplesmente o interdito natural, das dificuldades ou barreiras-transponíveis para a experiência prazerosa.
 
Assim, diante do dilema viver-prazer-desejo-anunciado e da impossibilidade natural, emerge o ser que luta para ser o que não é, e viver o que é (im)possível, que faz qualquer coisa para tal intento. Com isso perde o humano que existe no ser, perda a ética do humano, que cuida de si e do outro em prol do bem comum.
 
E vamos constituindo-se em sujeitos, não-humanos, que tem possibilidades para a mudança ou para a manutenção da condição de humano que está sendo considerada loucura por vezes, ignorância por outras, m,as necessária cada vez mais.
 
 
Abraços a todos

julho 26, 2010

A vigência do Hedonismo

Olá Pessoal!

Vou colocar aqui hoje, apenas alguns poucos pontos de uma reflexão do dia. Hoje trabalhei numa cidade distante 180 km de casa, portanto andei bastante para desenvolver atividades com colegas professores e pude observar algumas preocupações interessantes, de tudo o que temos assistido nos nossos televisores, e também o que muito de nós professores, temos observaado em nossos alunos, pequenos, grande, e até em muitos de nós.
Estou falando da dificuldade que temos apresentado em lidar com a frustração, com o limite, com o interdito. EStamos vivendo num tempo que o hedonismo está reinando, triunfando até. Há uma enorme dificuldade em aceitar o tempo necessário para as experiências, tudo precisa gerar prazer, e assim vai. Os professores por vezes, quando na posição de "alunos" apresentam comportamentos similares àqueles que reclamam ser apresentados pelos alunos, e assim "segue o baile".
É urgente a necessidade de desenvolver-mos habilidades e comportamentos condizentes com uma ética humana, preocupada e voltada para o humano que habita em nosso ser.

Abraços a todos e até outro dia...

julho 13, 2010

Reflexões sobre a Velhice...

Estava lendo uma material a respeito da velhice e quero colocar aqui uma citação do texto - Aspectos Psicológicos do Envelhecimento de Valmari Aranha.

"O que caracteriza alguém como velho não é a idade cronológica, mas sim atitudes e pensamentos, como fixação em perdas, embotamento da curiosidadee, falta de desejo, de criatividade e de ilusões para enfrentar as dificuldades. Segundo Favez, a vida é uma sequencia de ilusões e desilusões. Nosso imaginário é uma alternativa constante nessas duas posições. A ilusão é indispensável, porque, quando cessam todas as ilusões - e este é um grave problema frequente na velhice -, há a queda das motivações, levando principalmente à depressão (p.258)".

Como repretidas vezes falo nas aulas de Psicologia Comunitária e em trabalhos junto a grupos de profissionais da Educação e de Entidades de Assistência Social, é fundamental que acreditemos nas utopias, de modo a torná-las ativas, ou seja, devemos trabalhar na busca ininterrupta de fazer com que os sonhos, as ilusões, as utopias de qualidade de vida, saúde, paz, aconteçam para todos os seres viventes da nossa atmosfera terrestre.


Está mais que na hora de resgatarmos as vivencias tribais, onde o coletivo ganhava destaque às atitudes individuais. Acredito que assim muitos dos problemas que temos vivido socialmente podem ser melhorados. A vivência de uma velhice de qualidade é uma delas, digna de respeito, admiração e empoderamento, afinal, se não ocorrer nenhum acidente no nosso caminho é para lá que vamos, para a velhice.


Abraços a todos e até mais!

abril 26, 2010

Olá Pessoal!

É interessante escrever em um blog. Principalmente quando a gente tem a sensação que niguém o observa, o lê, mas ainda assim, vou deixando algumas ideias gravadas, na imaginação que alguém tenha interesse em ler, ver, comentar, apesar disso ter alcontecido poucas, poucas vezes. Contudo, isso não tem tanta importância assim, o fato mais interessante é poder deixar gravadas algumas palavras.

E é isso que estou fazendo!
Vejam só o dia de hoje foi interessante, entre a manhã e a noite, muitos acontecimentos, entre eles, chuva, alagamentos na cidade natal, almoço e jantar com amigos, namoro com a esposa, enfim, um típico dia de domingo chuvoso que deixa o humor um pouco abatido.

Agora, estou esperando as horas passar para poder tomar o ônibus que me levará até Porto Alegre para uma formação. Este fato me deixou um pouco chateado, afinal eu não estava programado para tal fato, uma vez que acontece bem nos dias em que eu tenho muitas aulas, mas tudo bem, vamos lá, afinal faz parte do meu trabalho!
Como falava ontem após a palestra de Divaldo Franco, "a dor existe, o sofrimento é escolha!"

Amigos, abraços e boa navegação!
Se você leu até aqui, deixe um recado...

Nos próximos posts novas ideias....