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maio 24, 2008

Livro: Entretenimento, Liberdade, Saúde, Vida...

Olá Pessoal, o artigo que reproduzo abaixo, foi retirado da revista Seleções Reader´s Digest, edição do mês de abril de 2008. Foi Escrita na parte "Essência de Heloisa", por Heloisa Seixas. Meu objetivo em colocar no blog é mostrar o que a leitura, o que um livro pode fazer! Além de entreter ele é fonte de libertação da mente, do sentimento. É um meio para recuperar pessoas, como mostra o artigo abaixo.
Boa Leitura!
Algum tempo atrás, por causa da inauguração de uma biblioteca, fiz uma visita ao presídio de Bangu, no Rio. Foi uma experiência. Saí de lá achando que todo mundo deveria fazer isso pelo menos uma vez na vida. Quando vemos aquelas pessoas de perto, tudo ganha de repente uma dimensão humana, real, o drama passa a ter um rosto, um olhar. Quase podemos sentir os minutos, as horas, os dias escoando com lentidão excruciante. Ninguém sai intocado de um lugar assim. Quando, encerrada a visita, chegamos do lado de fora, vemos a luz do dia com outros olhos. Algo vai conosco, colado à nossa pele, e nos dá pequenas fisgadas de alerta, clamando para que estejamos conscientes, prestemos atenção. Para que façamos alguma coisa. Foi o que aconteceu comigo.
Mas, se a visita a Bangu me marcou, houve naquela tarde um encontro que me impressionou mais do que todos: a conversa que tive com um homem, um brasileiro magro, pardo, baixinho, chamado José.
Ele estava em uma das alas para presos com bom comportamento, tendo permissão de circular à vontade e falar conosco, os visitantes. Assim que começamos a conversar, olhei-o e foi como se estivesse diante de um náufrago. José foi contando sua história. Um dia, seu mundo desabou, como um navio que afunda. Não me explicou bem o motivo. Enquanto contava, olhava para baixo, parecendo um pouco envergonhado. Fiquei sem saber o motivo da prisão. Mas não importa, soube o essencial: um dia José se viu no inferno. Foi condenado a vinte anos.
Talvez então, como no poema, José se tenha perguntado – e agora? Com seu jeito simples, ele me disse que sentiu no peito um aperto, uma dor aguda, uma sensação de morte. Precisava encontrar alguma coisa que o salvasse, que o erguesse daquele mar escuro e o levasse para longe dali, ainda que em pensamento. Pois foi assim, por puro horror, que um dia abriu um livro. Antes, lia mal, quase nada, juntava uma palavra à outra com dificuldade. Mas começou, atravessando as primeiras páginas ainda como se nadasse. Não sei que livro foi, isso ele também não me contou. Mas sei que uma centelha brilhou e José foi em frente, atraído por aquele farol.
Ali, descobriu sua tábua de salvação, seu remédio, sua lâmpada. Uma ilha, na qual ancorou. Uma ilha chamada livro. Leu, leu e leu. Leu tanto que quis dividir a sensação com os outros, e passou a emprestar livros, a pedir e a recebê-los de presente. Juntou uma pequena biblioteca e passou a andar pelos corredores, de cela em cela, com um carrinho cheio de livros. Hoje, todos o conhecem na penitenciária de Bangu. O homem-livro.
Perguntei o porquê daquilo. José deu de ombros, disse que ele próprio não sabia explicar. Mas nessa hora lembrei de um trecho da ópera Nabuco, em que os judeus, escravizados, cantam: “Voa, pensamento, em tua asa dourada, que a ti não há rei ou algoz que possa acorrentar.”
E concluí: é isso. Para ele, chegar ao livro, sua ilha, foi mais do que encontrar distração, um meio de passar o tempo. Ler foi sua libertação.

maio 23, 2008

Catástrofes Naturais...

Neste último mês assistimos uma série de catástrofes naturais. Terremotos na China, Tornados nos EUA, Tramores em Mianmar. Milheres de mortes. Na China, mais de 5 milhões de imóveis destruidos. Em Mianmar, aqueles que sobreviveram ao desastre, lutam para permanecer vivos em função da falta de alimentação. Tornados nos EUA já contabilizam mais de 12 mortes.
Mas afinal, o que issoi pode significar?
Seria uma pedido de socorro da Natureza? Seriam catástrofes para controlar o número populacional mundial? Como compreender isso?
É uma terefa difícil de realizar! Contudo esssas situações extremas nos mostram que somos efêmeros, pequenos e que a Natureza é muito mais poderosa que todas as armas que já inventamos, toda a tecnologia desenvolvida.
Meu convite é que lembremos dessa fragilidade do humano e da força do natural, da natureza. Façamos algo para reparar os danos que temos produzido dia-a-dia!
Abraços.
FOTOS: Portal G1

Professor da URI sugere mais estudo sobre o envelhecimento

.::Esta matéria saiu no site da URI::.
O psicólogo e professor Felipe Biasus, do Curso de Psicologia da URI-Campus de Erechim, deu continuidade ao Ciclo de Palestras que vem sendo promovido neste primeiro semestre. Na terça-feira à noite, dia 20, ele abordou um tema que vem ganhando espaço nos últimos anos: o envelhecimento. “Falar de envelhecimento e velhice, a última fase do ciclo vital, é falar de heterogeneidades e ao discutirmos a qualidade de vida na velhice, tratamos de um fenômeno complexo, multifacetado e multideterminado que deve considerar, e muito, a avaliação subjetiva e individual que o idoso faz de sua qualidade de vida”, salienta o professor. Nesta perspectiva, afirmou que a idéia de boa velhice faz parte da história da humanidade e alguns aspectos são comuns nas diferentes épocas como a preservação da saúde e da independência física e cognitiva; a preservação da atividade, produtividade e papéis sociais adultos; e a expectativa de uma vida feliz, satisfeita e realizada. Neste sentido, salientou o psicólogo, é importante enfatizar que uma velhice normal significa viver bem com as capacidades que se tem e não na busca da juventude eterna, muito enfatizada na nossa sociedade, que tem como ideal a adolescência eterna. Dessa forma crianças são observadas como mini-adolescentes/adultos e adultos com comportamentos próximos aos adolescentes. Consequentemente idosos que não querem envelhecer ou parecer “velhos”. Esse ideal se perpetua com o auxílio da mídia, da moda e dos produtos de beleza e faz com que a velhice seja abominada. Para o palestrante, “é necessário estudar cada vez mais esta fase da vida, a qual cresce dia-a-dia, e nós não estamos nos preparando técnica, profissional e socialmente para atender e desenvolver políticas e práticas direcionadas às pessoas que envelhecem”.

Energia...para quem?

Como será a vida daqui a alguns anos?
Pergunta difícil de ser respondida, não?!
Não sei se em algum momento da história ela tenha recebido uma resposta de maneira fácil.
Mas é importante eu falar o motivo pelo qual esta pergunta surge aqui neste blog. Ontem estava olhando algumas notícias na rede mundial e pude perceber o grande interesse que o biodiesel tem despertado no mundo. Vários países, tem observado a tecnologia do Brasil na fabricação de álcool, e mais recentemente a fabricação de biodiesel retirado de grãos como soja, milho, girassol, etc. Importante, o Brasil trabalha com álcool e alguma pequena extração de óleo de soja para biodiesel.
Até usar a cana de açúcar para fabricação de álcool combustível, estou plenamente de acordo. Agora, o problema que está se desenhando num futuro próximo é a utilização de alimento para fabricação de energia (combustível). É o caso dos EUA, que utilizam uma grande quantidade de milho para a fabricação do biodiesel, enquanto boa parte da população do munda passa fome!
E é nesse sentido que surge a pergunta, como será a vida no futuro? Pois, se pessoas estão morrendo aos milhares de fome no mundo, é possível que num tempo não tão distante falte gente para consumir a energia que se produz, pois falta a energia para a vida do humano!
Fica aqui uma reflexão e algumas palavras que manifestam a minha preocupação com aqueles que passam fome e o repúdio a aqueles que preocupam-se em super-explorar o planeta em prol de um discurso desenvolvimentista e globalizante!
Abraços

maio 22, 2008

Um novo imposto!

O Governo Brasileiro anunciou ontem às 22:00, após intensa negociação com a oposição o novo tributo que os brasileiros passam a pagar a partir do mês X do ano X. Este imposto será cobrado pela quantidade de CO2 produzido durante a respiração humana. A arrecadação será destinada para o tratamento de saúde de pessoas com problemas respiratórios e .....
É amigos, pelo jeito, não vai demorar muito para que passemos a pagar pelo ar que respiramos, mesmo que de maneira indireta.
O governo informou que neste período sem CPMF arrecadou mais dinheiro aos cofre "públicos" que em anos anteriores e ainda assim estão querendo criar uma nova CPMF para destinar aos serviços de saúde, como havia sido planejada quando da criação da CPMF.
"A base aliada do governo deve apresentar uma proposta de lei complementar para conseguir a volta da CPMF. Os favoráveis por seu retorno dizem que a arrecadação do imposto será usada para a saúde" (Fonte: GloboNews - J10).
É, se continuar assim, é bem provável que vamos pagar pelo ar que respiramos!

As Fotos???

Olá Pessoal!!!
Desculpem a demora...
Faz alguns dias que estou tentando postar as fotos de Gramado para vocês, mas não estava conseguindo, tanto que pensei em não colocar as fotos. Assim a curiosidade de quem não conhece este lugar aumenta e quem sabe você vai até lá para conhecer.
Nos próximos dias, vou tentar ser mais assíduo por aqui, para que possamos constinuar trocando idéias!
Abraços!!!

maio 02, 2008

Gramado-RS, um lugar de beleza, frio e aconchego!!!

Olá Pessoal!!!
Neste post não vou fazer reflexões, mas sim, dividirei com vocês algumas experiências que vivenciei neste feriado do dia do trabalho. Uma viagem em "família estendida" para a inauguração de uma pousada. Portanto, estou escrevendo de um dos quartos da pousada Alameda Paradiso aqui em Gramado-RS, utilizando o laptop do cunhado com acesso à internet pela VIVO . Lá fora, além do frio, cai uma chuva persistente no dia de hoje. Mas, aqui dentro uma temperatura apaixonante.
O dia de hoje foi muito bom. Nesta tarde visitamos o Mini Mundo, a Cascata do Caracol e uma fábrica de chocolates, lugares fantásticos que todos que visitam essa região visitam.
O Mini Mundo é um espaço em que são reproduzidos em miniatura prédios, construções e castelos do mundo, sobretudo de lugares da Alemanha, algo quase indescritível, que um avô apaixonado pelos netos iniciou, sem pretensões empresariais, mas sim para mostrar aos netos alguns lugares da Alemanha. E esta "brincadeira" cresceu, assim como os netos que transformaram este lugar num ponto mais que turístico, um mundo de fantasia e sonhos. Nele as pessoas viajam, sentem-se gigantes. É lindo. Prometo em breve estar colocando as fotos para vocês perceberem o que estou tentando descrever.
A parada seguinte foi uma fábrica de chocolates. Aqui não fiz fotos. Não sou muito fã de chocolate, mas estar numa fábrica, sentindo o perfume do cacau e saboreando um chocolate quente, faz virar a cabeça de qualquer um e acabamos nos entregando aos prazeres da gula.
Para compensar a bomba calórica, nada melhor que se deliciar com um lugar lindo. A Cascata do Caracol. Este lugar sim indescritível. Tentamos fazer a descida de 922 degraus, mas a chuva não permitiu, precisamos nos abrigar e voltar à pousada. Mas, ainda que tenhamos ficado a uma distância grande da cascata, os sentimentos forma maravilhosos. E as fotos que prometo postar aqui explicarão melhor o que estou tentando expressar aqui.
Bem, fico por aqui, pois preciso descansar e aproveitar o espaço e o frio para estar com minha amada esposa!
Abraços a todos.
Em breve postarei as fotos, não deixem de visitar o blog e também o site da pousada!

abril 29, 2008

Ainda sobre Esaú!!!

Se você acompanhou o post anterior contei a história apresentada no programa do Fausto Silva no domingo que passou. Ahistória de Esaú o garoto que foi aprovado no vestibular de medicina e suas circunstâncias.
Bem, naquele post me dediquei a apresentar a história e fazer alguma referência à importância da educação. Hoje gostaria de refletir um pouco mais, sobretudo pensando nos meus alunos, antigos colegas universitários e conhecidos que estudam, estudaram e por mais difícil que sejam as possibilidades para estudar, esta prática é corrente para estes, é um fazer cotidiano desde tenra idade. Mas a questão não é esta, o fato é que muitos deste que conheço não valorizam, não gostam, não enchergam função na educação e estes serão o futuro!
Caramba, como isso pode acontecer! Passam uma vida toda na escola, depois na universidade e ainda pensam que estudar é coisa chata, desnecessária! Onde está o problema?
Bem se tomarmos como referência a história de Esaú veremos que o cerne da questão reside a família, no incentivo, na oportunidade, no desejo e no exemplo. Mas será que os pais de meus alunos, de meus colegas, não incentivam, não motivam, não dão exemplo? Mas eles se sacrificam para pagar a faculdade?!
Talvez esses pais que falo não tenham uma coisa que na família de Esaú sobra, o amor, o afeto, o carinho, a união e a esperança, a crença de que estudando a vida pode ser diferente, e como diz o pai de Esaú "estamos no caminho do sucesso". Eles acreditam na educação como possibilidade de vencer. E cada dia mais acredito que este seja o caminho mesmo, o caminho que possibilita crescer culturalmente, mentalmente, criticamente.
Quando ouço histórias comoa de Esaú e sua família, minhas esperanças se renovam por perceber que não estou só neste fazer, nesta prática, nestes sonho de um mundo melhor, sendo a educação o caminho. É uma pena que neste sonho aparece com força o exercício do poder e a luta de alguns em exercer esse poder ao máximo possível, máximo que só se conhece pelo exercício, pela sua prática.
Mas, mesmo que seja assim, a educação possibilita que tal exercício seja praticado por todos aqueles que conhecem, que sabem, que tem cultura, sabedoria e para isso retorna a necessidade de educação, seja formal, informal, autodidata, enfim, conhecimento!
Fica o convite, vamos ler livros, desligar a TV, por apenas 30 minutos por dia, para que possmos devorar livros, palavras, páginas, e fiquemos nutridos de conhecimento!
*Foto da pintura - "Leitura" de Renoir.
PS: Neste sentido estou amadurecendo uma idéia, um projeto, ele versa, ou melhor visará estimular a leitura, o obejtivo é deixar livros pela cidade com um folder explicativo que em síntese dirá - "LEIA O LIVRO, PREENCHA A FICHA NO FINAL DO MESMO E DEPOIS DEIXE-O PARA QUE OUTRA PESSOA SINTA PRAZER AO LER, PARTICIPE DESTA CORRENTE!"
A FICHA NO FINAL DO LIVRO É O DIÁRIO DE VIAGEM DESTE LIVRO.
Estou colocando aqui meu projeto, pois se for plagiado poderá sair ou ser executado antes que eu o faça e isso me deixará feliz!
Abraços