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agosto 26, 2013

Apenas reflexões...

Como se faz a escrita, o discurso, a comunicação? Apenas uma certeza, tudo passa pela linguagem. Por ela, nela, com ela... Nem sempre dizível, muitas vezes incompreensível, mas nunca sem significado, alias ate mesmo a possibilidade da falta dele, significa. Assume-se ai a plurivalencia do signo, que na convergência de letras, frase carregam sujeitos e objetos, muitas vezes com o anseio de monovalencia significante que configura a dominação.

Na práxis o propósito é garantir a possibilidade da polivalencia do conjunto de signos, a riqueza da linguagem, e as possibilidades de significados e significantes. Pragmática paradigmática, quase indizível, quase impossível pela marca de discursos, de  significados monolíticos, unos, alienantes.

Paradigmática ainda pois ao mesmo tempo que se declara (des)alienante, deve garantir onão  estabelecimento de um verdade, una, novamente mistificadora, dogmática e dominadora. Podemos falar que esta prática precisa garantir a manutenção de um espaço do qual se foge sempre, um espaço de pura tensão, que duvida, portanto de movimento.

De onde e do que falo? Falo do espaço que designa o encontro entre eu e o outros, estes outros marcados em textos sobre linguagem, mídia, ideologia na sua forma negativa, etc. Falo sobre a comunicação midiática, da uso da língua e da implicação ideológica na comunicação, da necessidade de se estabelecerem leituras outras, de outros lugares, de outras maneiras... Reflexões inconclusas, que não ensejem ser unas, finais, verdadeiras, apenas e humildemente, reflexões... 

abril 29, 2013

Palavras livres, vão e voltam...

E lá se foi 2012, chegando a maio de 2013...

Caramba! Faz tempo! Quanto tempo? De que tempo se fala? Dá última postagem...

Bem, outro dia estava a revolver os alfarrábios deste blog a procura de um texto que havia escrito sobre a relação complexa do ideal e do real que fazemos. Encontrei o mesmo, pude compartilhar com amigos, mas o que chamou minha atenção foi o fato que, faz tempo que não coloco neste espaço algumas palavras, palavras livres!


Comecei a pensar sobre isso e percebi que as palavras estavam presas, presas nas exigências cotidianas, nas amarras do cotidiano. A máxima sartreana parecia estar equivocada, de que "somos condenados a ser livres", eu estive um tempo "condenado" - ou esquecido -  de passar por aqui e lançar as palavras.


Neste retorno aos alfarrábios, deparei-me com belas ideias, bons textos, outros bem ruins, porém carregados de liberdade. Liberdade de expressão, expressão de ideias, pensamentos, até mesmo sentimentos e percebi que na verdade não se tratava de uma máxima equivocada, mas de uma escolha, uma escolha realizada, não tenho certeza se necessária, mas que optei. Assim afastei-me deste espaço liberto.



Hoje, retorno, e na busca dos alfarrábios, encontro outro texto bastante interessante sobre a identidade, escrito em 2010 e que se mostra contundente para a reflexão deste tema.
Bem, pessoal... neste tempo muita coisa aconteceu, não é meu interesse aqui contar história, meu propósito com esta postagem é reconciliar-me com este espaço de palavras livres, de reflexão, de provocação.

E o tempo? Já tive a oportunidade de escrever sobre ele, fazem várias primaveras, no livro "Bem como tudo"dedicação ao velho garoto"! Eu dizia que "ele - o tempo - apenas marca, para os amantes é curto", e chego a conclusão de que viver intensamente transforma o mais longo tempo em milésimos. Talvez isso é que aconteceu neste tempo, talvez a vivencia intensa de intensidades, frequencias e liberdades outras, fez este espaço ficar aguardando, livremente aguardando palavras livres...

dezembro 20, 2011

Palavras Livres de Natal e Final de Ano aos colegas de trabalho...


Queridas Colegas... (os homens, como eu, leiam queridos! hehehe)

O final de 2011 se aproxima e com ele nosso corpo e mente cansados pelas batalhas, mas ao mesmo tempo vibrantes por termos - cada um em sua medida, cada qual com seu merecimento e esforço - alcançado conquistas, vitórias e as dores que nos fazem ser melhores do que fomos...

Foi muito bom poder dividir este trezentos e poucos dias. Ainda que nem sempre próximos fisicamente estivemos em alguma medida unidos por um ideal, por um sonho talvez. Pelo simples fato de podermos trabalhar num projeto juntos...

Que possamos, neste momento de encontro com aqueles que nos fortalecem, ajudam a dar sentido e significado, possamos viver a alegria, o amor, a felicidade... e que possamos nos embriagar com a existência humana, com o que mais verdadeiro existe em nós, nossos sentimentos, estes que cotidianamente tentamos entender, desvendar, viver...

E que no ano que se inicia em breve, possamos andar juntos, ainda que divergindo, pois é na solução das incongruências que se constroem as verdades e com elas seguimos nossas vidas...

Possamos aprender com erros, vibrar com nossas vitórias, nos auxiliar como o fazemos muitas vezes...

Um Natal feliz para todos nós...
Um 2012, cheio de desafios...

E que os laços que nos unem possam ser renovados...

Abraços carinhosos....

Felipe

dezembro 06, 2011

O Veneno Está na Mesa

Vejam o documentário do Silvio Tendler... Não preciso falar mais nada... Tomar conhecimento é o primeiro passo para a mudança!!!


dezembro 04, 2011

Retornando...

Olá ilustres leitores deste espaço, que já algum tempo não deixo gravadas ideias e reflexões, não por não tê-las, mas por não colocá-las em palavras escritas e ordenadas, devido a velocidade que, por vezes, necessito imputar-me pois existe neste mundo que nos solicita velocidade. E aqui aproveito para colocar que o mundo nos solicita, mas não exige. Logicamente tem-se consequências se andares rápido como ele exige, ou naquela que desejar.

Essa reflexão é interessante. Estamos chegando ao final do ano, e um número grande de pessoas deseja acelerar o tempo para que o ano termine mais depressa. Parece que com o término do ano, muito do que não se resolveu ao longo do mesmo, fosse resolvido, mesmo sem se resolver. Sim, parece existir uma crença mágica que ao término do ano "seus problemas acabaram", mas infelizmente não é assim. Dependendo como levar suas férias, seus problemas poderão estar continuando e ainda maiores.

Alude-se aqui um comportamento recorrente. Ao aproximar-se o final de ano, parece que percebemos que os planos que se fizeram, as metas colocadas, mostram-se não atingidas, não alcançadas e aparece uma tal frustração. Na tentativa de fugir desta tal (que estrutura, não desestrutura como a mídia nos tem feito acreditar) sonha-se com a aceleração do tempo.

E o engodo é tamanho que, na zero hora de 2012, abraçam-se e fazem novos planos que possivelmente terão o mesmo destino dos que foram desfalecidos. Até quando seguirá a auto-enganação?

Meu convite é para que possamos gradativamente viver o tempo do humano, o tempo do amor, o tempo do desejo, o tempo inconsciente (que é atemporal). Revivê-lo implica descobrir-se, compreender-se e traçar novos maneiras de traçar planos!

Aproveite os dias finais de 2011! Não faça tantos planos, viva-os!

Abraços e até mais...

outubro 11, 2011

PS_I_nspiração VI

"abre-se a tampa, gradativamente
 e cada tecla vai produzindo seu som..."




...no início, que não quer dizer o princípio, mas quando são percebidos os sons que compõe a melodia, ou melhor quando se vai percebendo que os ruídos ouvidos compõem uma melodia, o processo inicia...










o ser, pára, e não mais assiste a vida passar a sua frente. Decide por sair do banco, por mais que não saiba bem qual o caminho, como percorrer, mas se arrisca a andar...








E, em seus passos, vai descobrindo o que consegue, com o que vibra, ressoa e vive...


O processo se iniciou, e os passos indicam uma (re)significação até onde o princípio se foi escondendo, ocultando-se...

outubro 04, 2011

PS_I_nspiração V

"o corpo mostra o desespero que o vivente apresenta, sente, respira, vive...


e não percebe. Projeta, cola no outro, ataca, esbraveja contra tudo, todos, contra o nada...


A raiva de si é jogada no outro que é si mesmo e a perda do controle, faz o corpo vibrar. Ele (o corpo) sabiamente tenta falar,


mas o vivente não consegue compreender, de fato, o que ele diz...


E o corpo continua a gritar... e é silenciado pelo medicamento que não vem da alma, mas da manipulação química.


Novamente por suas vias, o corpo tenta falar, e outra vez, e outra, mas o vivente, ainda não consegue ler...


e será somente paulatinamente, no exame incansável que se constrói a decodificação desse signo carregado que é o saber corporal,


 

que é a energia vital, a pulsão. Que corre e escorre quando seus caminhos estão trancados!"